domingo, 19 de fevereiro de 2012


"O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio."
Rabindranath Tagore

Foto daqui

    O mundo lá fora está cheio de gente. Mas vazio.
    Vagueando pelos ecos de uma solidão acompanhada, afasto-me daquilo que resta da minha sanidade mental. Procrastino-me, à vida, à racionalidade, submergindo na fatalidade que construí ao abdicar de mim. Que tristeza... Olhar para trás, numa inútil sincronia de imagens e sons mentais a que chamam de nostalgia, poder sentir a minha identidade desvanecer-se numa fusão omnipotente com uma desrealidade, com aquilo que não sou. Desisti de mim. E quando tentei procurar-me, já não me encontrei. Porque já não era eu.

Afonso Costa

4 comentários:

Paula disse...

É por isto que eu adoro ler mais que escrever. Para ler textos assim, para mergulhar neles perdendo-me em palavras, nos encadeamentos, nos sentimentos que provocam, dos momentos que me lembram, nas aprendizagens que ficam. É por isto que eu te adoro ler. É sempre uma nova aventura, uma boa aventura.

p.s - E as músicas são sempre espectaculares! (:

sonharacordada1 disse...

Triste,mas lindo. Partilho da mesma opinião... só nos conseguimos encontrar no silêncio da solidão.

Moonlight disse...

Afonso,

Infelizmente é mesmo assim....

Bj cheio de luar

mar disse...

união de frases perfeita. mesmo.