quinta-feira, 25 de março de 2010

[Imagem: Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple (1830)]

Vivo e sobrevivo na sombra do meu egoísmo,
Sou fruto da ingenuidade dos sentidos,
Louvor de uma liberdade não consumada,
Espelhado pintor da hipocrisia alheia,
E consumados os factos, nesta puta vida...
Somos todos feitos do mesmo.

Afonso Costa

4 comentários:

Anónimo disse...

"Louvor de uma liberdade não consumada"
Os teus pensamentos e as tuas acções encontram-se transparentes nesta, e nesta única linha. Resume tudo.



MiLLion

- Jezebel disse...

está mesmo lindo *-*

Leto of the Crows disse...

Ai, não posso deixar de concordar. Quem nos dera ser outros que não nós mesmos...

E gostei imenso do poema ^^

Paula disse...

Nao ha meias medidas nem meias palavras, libertaçao de sentimentos, libertação de palavras.

Incrivelmente intenso, forte. Gostei.