sábado, 27 de junho de 2009



Meu amor… É difícil ser-se tão pouco quando já se foi tanto. Quando prometi esquecer-te e amar outra pessoa, guardando o que sentia por ti numa pequena caixinha, esqueci completamente que existias. Como que uma central nuclear abandonada que continua a trabalhar a toda a força, e um dia, porque esquecida, acaba por rebentar. Assim, também a minha caixinha vai cedendo aos poucos, deixando o fogo sair de dentro e absorver todo o oxigénio à sua volta. A chama arde há dez meses no meu coração, perene, eterna, imortal. Chega de me magoar e de magoar quem está à minha volta, não posso amar outras pessoas nem dedicar-me a ninguém se tu acabas sempre por invadir os meus sonhos durante a noite.
Aprendi que, por mais que pareça correcto, por mais que os amigos preocupados digam que é o mais acertado a fazer, nunca mas nunca devemos deixar de escutar o que vem de dentro.
Aprendi também que podemos dizer que vamos gostar de muita gente ao longo desta vida e que muitas vezes temos de seguir em frente. Mas a verdade é que vamos chegar a um momento das nossas vidas, olhamos para trás e, no meio de tanta gente de que gostámos ou mesmo amámos, vamos pensar apenas numa pessoa em especial, a tal.

13 comentários:

Inês disse...

desculpa a invasão, mas achei que conjugaste o texto super bem com a imagem, o filme em si !
Adorei o que li :)
beijinhos *

Raquel Granja disse...

O filme. Adoro.
Quanto ao texto, concordo contigo, principalmente na ultima parte. Quando dizes que olhando para o passado apenas vamos achar um pessoa especial e unica :)
Eu so espero que essa pessoa que fez parte do meu passado faça parte do meu presente tambem.
Beijinho*

Formiga. disse...

O filme é lindo, e, mesmo depois de já o ter visto mil vezes, continuo a chorar em tantas partes.
O texto que aqui escreveste foi uma forma de me rever sabes?
Concordo especialmente com estas partes:
"Aprendi que, por mais que pareça correcto, por mais que os amigos preocupados digam que é o mais acertado a fazer, nunca mas nunca devemos deixar de escutar o que vem de dentro.
Aprendi também que podemos dizer que vamos gostar de muita gente ao longo desta vida e que muitas vezes temos de seguir em frente. Mas a verdade é que vamos chegar a um momento das nossas vidas, olhamos para trás e, no meio de tanta gente de que gostámos ou mesmo amámos, vamos pensar apenas numa pessoa em especial, a tal."

Está muito bom, um beijinho :) *

Joana Éme. disse...

A tal, em quem pensaremos independentemente de quem já amamos também.
Perfeito, Afonso.



Amas como quem vive - e é belo de se ver.

M disse...

o texto está perfeito.
não há nada a dizer, para o Amor não há palavras suficientes.

sim. há sempre alguém que fica.

nunca vi o filme, mas li o livro. inclusive a alquimia do amor, que é o segundo livro.

acredito vivamente no Amor. só temos de esperar pelo momento certo.

beijinhos, não sei se ajudei, mas enfim. :)

Pêjotinha' disse...

Oh Afonso :$
Como sabemos o que seria melhor. Como a razão esclarece e a emoção logo detorpa.

Como as marcas que nunca pensámos que viessem a habitar em nós resistem. Como ficámos enlaçados numa teia de amor de que sempre tentámos retirar corpos. Como tudo se tornou tão simples e tão complexo. Como nos tornámos desconhecidos de nós e conhecedores do mundo. Como o primado da razão é esmagado pela emoção. Como despejamos baldes de água fria e a chama a cada um maior se ergue no vazio. Como dói e como pára de doer a uma voz. Como o autocontolo finda com aquela imagem já tão desgasta após demasiadas consultas.
Como de um passado só resta aquela mesma imagem. De todos os 'passados' sobrou aquela que de tão presente ousa projectar-se num futuro...

Como é fácil gostar.
E dificil parar...

A tal? Saberei eu? Saberás tu?
O mundo gira, gira, gira... Não pára nunca de girar. Deixemos o tempo correr... O masoquismo um dia talvez finde. Talvez os ventos se juntem e numa rebelião actuem por mim e por ti e extingam de vez essa chama que de nós não sai. Será?

Joli disse...

Ok, não me batas se te disser q nunca vi o filme (autch... LOL) mas o texto... está lindo lindo lindo* (como sempre)

Por entre o luar disse...

É muito complicado... nas nossas vidas temos sempre "a tal pessoa", por mais pessoas que passem na nossa vida, é verdade que todos elas nos vão marcar! Mas há sempre alguém que nos marca/marcou mais, é inevitável...

O texto está muito giro*

Mara disse...

«Mas a verdade é que vamos chegar a um momento das nossas vidas, olhamos para trás e, no meio de tanta gente de que gostámos ou mesmo amámos, vamos pensar apenas numa pessoa em especial, a tal.»

não te sei dizer como te compreendo.
como tu também devia deixar adormecido o sentimento mas, por muitas vozinhas interiores e exteriores aos meus ouvidos que tenha não sou capaz de o fazer.

Adriana disse...

Não podia estar mais de acordo!:) ;x

Marianita disse...

Ja vi o filme e gostei imenso.
Concordo com o teu texto todo, mas houve uma parte que me marcou bastante: "Mas a verdade é que vamos chegar a um momento das nossas vidas, olhamos para trás e, no meio de tanta gente de que gostámos ou mesmo amámos, vamos pensar apenas numa pessoa em especial, a tal.", é verdade =´)
beijinho

Porcelain Doll disse...

Amar... pode transformar-se numa prisão, não pode?... A melhor coisa do mundo, pode ser também a mais terrível de todas...

MartaVS disse...

Há sempre a TAL, a pessoa que será sempre A pessoa, mas por vezes caímos na asneira de achar sempre que a que temos conosco é a TAL.
No entanto, quem, como tu, já sentiu verdadeiramente o que isso é, dái para a frente saberá sempre distinguir o amor verdadeiro do amor por conveniência.
O verdadeiro faz-nos sofrer, mas o de conveniência não nos enriquece nem nos torna mais seres humanos.