sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


"Há momentos na vida, em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir!"
Jacques Prévert


Um agradecimento pessoal é sempre, da minha parte, um verdadeiro acto de reconhecimento da importância de gestos ou presença de determinadas pessoas na minha vida. O reconhecimento dessa importância reveste-se de um significado especial tendo em conta a forma excepcionalmente emocional com que me entrego a uma relação pessoal, seja por empatia imediata ou pela conquista de um lugar nessa mesma relação através da progressiva vivência de experiências. Neste contexto e, porque para mim o final de ano é sempre o fechar de um ciclo e o preâmbulo do início de outro, sinto-me na necessidade de fazer uma retrospectiva acerca destes últimos doze meses, os quais mudaram, quase radicalmente, a minha vida. É efectivamente gratificante depois de um ano complicado de algumas lutas pessoais, dar-me conta de que o que pude perder ao longo deste tempo, foi largamente recompensado pelo que ganhei e pelo que pude manter. Esse agradecimento é o reconhecimento de um carinho, respeito e consideração colossal que quero expressar, primeiramente, a quem se manteve - à família perfeita, ao Zeca, Tânia Spínola, Inês Colaço, Zé Carlos, Joana Correia, Carmen Dionísio e Dário Loução - e, em segundo lugar, a quem entrou - João Boavida, Maria Miguel, Mafalda Vilela e Jorge Palma. Aos que entraram, dos muitos que não foram citados: não estão, certamente, esquecidos, mas quis aqui apenas limitar-me a um conjunto de pessoas cuja presença na minha vida assumiu uma importância derivada de uma proximidade e cumplicidade muito grandes. Aos que saíram, sabem que vejo todo este complexo relacional, metaforicamente, como as saídas e entradas de pessoas nas carruagens do metro: uns entram, outros saem; dos que saem, uns não voltam a entrar e os que voltam não se sentarão, certamente, no mesmo lugar. É neste contexto que pretendo salientar que saíram pessoas importantes que não serão esquecidas, mas também não serão, evidentemente, relembradas da mesma forma. No sentido contrário, decidi reabrir as portas a uma pessoa que só voltará a entrar aos poucos na minha vida devido a conjunturas muito particulares que o são, nomeadamente, pelo facto dessa pessoa ter assumido para mim, outrora, uma grande importância (Sofia Santos).

Que venha daí 2012 e que venha daí um bom ano para todos.

Afonso Costa

6 comentários:

maria eduarda disse...

depois de quase um mês à espera aqui está. vale sempre a a pena esperar. gostei muito Afonso, um bom ano 2012, que nunca pares de escrever e que tenhas tudo de bom na tua vida! beijinhos, Mia.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Que a alegria, a saúde, o amor e a paz sejam presentes em 2012. Um Feliz Ano Novo :)

Dário disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dário disse...

«É efectivamente gratificante depois de um ano complicado de algumas lutas pessoais, dar-me conta de que o que pude perder ao longo deste tempo, foi largamente recompensado pelo que ganhei e pelo que pude manter.»
Melhor não diria! Neste comentário, aqui fica o meu agradecimento de estar incluído neste teu fecho de ciclo e, sobretudo, por saber que estou presente no teu coração.
Afonso, 2011 foi o ano dos altos e baixos nas nossas vidas mas, embora isso, a nossa amizade prevalece nestes gratificantes dois anos. Sabes que durante estes largos dois anos e nos que se seguem, estarás sempre comigo, aconteça o que acontecer, e que para mim terás sempre a proximidade e cumplicidade que quiseres (tal e qual como referiste).
Que 2012 ilumine o teu caminho e que consigas concretizar algumas das coisas que desejaste neste novo ano que se segue...
Grande abraço *

Moonlight disse...

Afonso,

È sempre com um prazer enorme que te leio.
Tens o dom de saber escrever maravilhosamente.
Gostei deste teu post tanto como de outros teus,mas realmente a tua retrospectiva de fabulosamente bela.
Gostei particularmente da frase..."
Aos que saíram, sabem que vejo todo este complexo relacional, metaforicamente, como as saídas e entradas de pessoas nas carruagens do metro: uns entram, outros saem; dos que saem, uns não voltam a entrar e os que voltam não se sentarão, certamente, no mesmo lugar."Linda esta comparação!
Feliz 2012!

Bj com luar

Norberto disse...

Boa noite.
Não pude manifestar indiferença.
Acho que vou entrar na próxima paragem!
As palavras sinceras de quem demonstra grande sensibilidade na escrita e nos sentimentos!
Venha 2012, que terá mais um seguidor! :p
Abraço.