quarta-feira, 8 de setembro de 2010


"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer."
Mahatma Gandhi 

     É de ficar a pensar como o tempo passa tão rápido e de como em tão pouco tempo a nossa vida pode dar tantas voltas... Então Hoje, porque se justifica que seja hoje, olhei para trás e contemplei o enorme caminho repleto de buracos e encruzilhadas pelo qual passei. Pude reparar que as minhas pegadas não estavam a sós e que tive sempre quem seguisse o mesmo caminho que eu. Olhei atentamente para mim em diversos momentos do caminho e não pude deixar de reparar nas enormes diferenças que se foram criando no meu íntimo, nas minhas atitudes, na minha experiência, desde o início do caminho, porque quase que posso afirmar que apenas iniciei o verdadeiro caminho da minha vida quando me encontrei, por obra do destino, com o verdadeiro amor. Durante esse caminho que percorri, vivi momentos que foram julgados aos olhos de outrem, que gritavam pela minha desistência, mas orgulho-me, hoje, especialmente hoje, dois anos depois de tudo começar, de ter vivo momentos que considero terem sido os mais importantes da vida até hoje e de travado uma luta que levei em diante sem nunca ouvir a voz da racionalidade, procurando responder sempre àquilo que o meu coração suplicava, 'porque o coração é um bicho e não ouve'. E o meu coração suplicava por ti...
     Neste espaço de reflexão, por fim, não pude deixar de pensar em como imaginávamos (e desejávamos) a eternidade daqueles momentos e de como prometemos escrever a nossa história num diário sem fim... Tu, o amor da minha vida, que depois de intensos momentos e vagas promessas, me deixou a sós, com o árduo trabalho de escrever as folhas de um livro que prometia ser escrito a dois. Mas dois anos depois, recordo-me do momento em que saí pelo portão fora, deixando o caminho percorrido para trás, e empenhando-me na busca de novos e mais ambiciosos caminhos que me levaram ao encontro de mim, que me tinha perdido na luta por ti. Mas não me arrependo nunca de não ter desistido pois aprendi, cresci e atingi as metas a que me propus. Dois anos depois, faço uma vénia a mim (e não a ti) pelo dia oito de Setembro de 2008, e pelo que conquistei pelas minhas próprias mãos desde esse dia: eu mesmo.

«Nada acontece por acaso»,

Afonso Costa

13 comentários:

Catarina disse...

Na vida tudo acontece por algum motivo e não adienta fazer suposições ou tentar adivinhar qual será o caminho a seguir. Nesse caminho encontramos pessoas que aos poucos nos conquistam e outras que por alguma razão se perdem nesse caminho. Custumam dizer que a nossa vida está traçada, mas quem a traça somos nós consoante as escolhas e as decisões que tomamos e fazemos.


Gostei muito mais uma vez.

Beijinho *

Paula disse...

Sabes, é bom quando ao olhar para trás, apesar de todas as partidas, chegadas e cruzamentos, nos orgulhamos de nós próprios, do caminho que traçámos e das opções que tomámos.

(:

Qel disse...

«Mas dois anos depois, recordo-me do momento em que saí pelo portão fora, deixando o caminho percorrido para trás, e empenhando-me na busca de novos e mais ambiciosos caminhos que me levaram ao encontro de mim, que me tinha perdido na luta por ti. Mas não me arrependo nunca de não ter desistido pois aprendi, cresci e atingi as metas a que me propus».

tanta maturidade, tanto auto-reconhecimento. Adorei especialmente a parte que destaquei. É de um orgulho próprio enorme repararmos que crescemos e que, interiormente, antingimos as nossas próprias metas, não é?
Em relação ao teu comentário, gostei de saber que te identificaste. E, sabes, acho que acabamos sempre por dar mais do que o valor que queremos transmitir. Acabamos sempre por ser transparentes, não dá para controlar a 100% a dose de carinho que queremos ou não demonstrar. Mesmo à cautela para não dar entender, sinto que dei mais do que devia e penso que será sempre assim..

A verdadeira força da natureza aqui és tu, afonso. Os teus textos dizem tudo ;) *

Mara disse...

O que destaco deste texto é a tua forma de olhares a vida de uma forma tão resolvida. Acredito que tenha sido um processo e que depois de te encontrares tudo se tenha tornado mais fácil, mais claro.

E ainda bem :)

Miquelina Giancomote disse...

gostei imenso do que escreveste. de facto nada acontece por acaso e mais que isso, acho que somos nós quem faz acontecer.
ah e a fotografia também está muito boa.

- Jezebel disse...

Gosto muito da tua escrita.
Obrigada pelo comentário :)
beijinho

Catarina Costa disse...

Sabe bem ler cada texto teu. Este em particular preencheu-me a alma e fez-me chegar ao final e dizer para mim mesma, "afinal, tudo vale a pena". Gostei muito e era disto que estava a precisar. Obrigada.

Catarina Costa disse...

Sabe bem ler cada texto teu. Este em particular preencheu-me a alma e fez-me chegar ao final e dizer para mim mesma, "afinal, tudo vale a pena". Gostei muito e era disto que estava a precisar. Obrigada.

Maxwel Quintão disse...

este texto está fantástico!

Maxwel Quintão disse...

Adorei o teu blog, é mesmo espectacular!
Já estou a seguir.

Beatriz disse...

Gostei!:)

Moonlight disse...

Fabuloso...simplesmente fabuloso!
Faço-te uma vénia,pelo que li aqui hoje.

Bj cheio de luar

Anónimo disse...

Fantástico, sem dúvida. Adoro a tua escrita, a tua entrega!